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#02 | À Cabeceira

Foto do escritor: Daniela Martinho
Daniela Martinho
24 de set.
2 min de leitura

Nesta rubrica, descubra as leituras que me acompanham.



Depois de Annie, Anna Quindlen

Este livro foi escolhido através da partilha de sugestões de leitura do Book Gang, de Helena Magalhães. Tanto a capa como a sinopse foram o que mais me chamou a atenção. Infelizmente, demorei algum tempo a iniciar a leitura, apenas porque não encontrava numa fase em que estivesse a ler livros de ficção. O livro aborda temas como luto e a família, e as primeiras páginas introduzem logo o trágico momento da história, estabelecendo o ambiente e o tom da narrativa.




Anna Quindlen começou a sua carreira como jornalista e colunista no New York Post e New York Times, tendo recebido o Prémio Pulitzer, em 1992, pela sua coluna num destes jornais. Só posteriormente se dedicou à sua carreira de autora, tendo já publicado dez romances, entre os quais One True Thing, um livro semiautobiográfico inspirado na vida da sua mãe, que faleceu de cancro. Neste livro, já encontramos a sua sensibilidade para determinados temas, como as perdas da vida e a complexidade da condição humana, o que torna a leitura bastante emotiva e nos leva a refletir sobre as questões da vida.



A história deste livro acompanha a vida de Ali, Bill e Annemarie, após a perda e o luto de Annie, uma mãe e esposa que falece repentinamente. Lemos sobre um marido que fica à deriva com quatro filhos, uma melhor amiga que se vê solitária e de regresso aos seus antigos vícios, e a filha mais velha, que é obrigada a amadurecer rapidamente e a cuidar dos seus irmãos mais pequenos, enquanto o pai tenta suportar e lidar com as exigências de uma família sem Annie. Como se consegue seguir em frente quando tudo nos parece confuso e perdido?



O que mais gostei nesta leitura foi a forma como revelou e abordou a fragilidade dos laços humanos e a resiliência perante momentos trágicos, dentro de um seio de uma família constituída por adultos, adolescentes e crianças, mostrando como cada um enfrenta a mesma situação de forma diferente. A escrita e a descrição da vida familiar comovem-nos e levam-nos a refletir nas nossas próprias experiências.



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